Tempestades elétricas e eventos ao ar livre: alerta técnico

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Tempestades elétricas e eventos ao ar livre: um alerta técnico necessário no verão

O período de verão no Brasil é marcado por chuvas intensas, instabilidade atmosférica e aumento significativo da incidência de descargas atmosféricas. Esse cenário exige atenção redobrada, especialmente em eventos realizados em áreas abertas e com aglomeração de pessoas.

Casos recentes amplamente divulgados pela imprensa reforçam um ponto técnico que já é bem conhecido na engenharia elétrica: raios representam risco real, imediato e imprevisível, podendo causar ferimentos graves, mesmo quando não há impacto direto sobre as pessoas.

Por que áreas abertas são ambientes de alto risco?

Durante uma tempestade elétrica, o raio busca o caminho de menor resistência até o solo. Áreas abertas, como praças, campos, estacionamentos e vias públicas, tornam-se especialmente perigosas porque:

  • Não oferecem elementos de proteção adequados

  • Favorecem a propagação de correntes pelo solo

  • Exponibilizam pessoas a tensões de passo e toque

  • Possuem estruturas provisórias sem proteção contra descargas

Além disso, a presença de chuva intensa, vento e baixa visibilidade dificulta reações rápidas, aumentando o risco de quedas, traumas e outros ferimentos associados.

A orientação técnica é clara

Do ponto de vista da segurança elétrica, as recomendações são objetivas:

  • Atividades ao ar livre devem ser interrompidas ao primeiro sinal de tempestade elétrica

  • Pessoas devem buscar abrigo em estruturas fechadas e protegidas

  • Toldos, árvores, marquises e estruturas provisórias não oferecem proteção contra raios

  • Planejamento e monitoramento climático são essenciais para eventos externos

Essas orientações não são exagero. São práticas preventivas baseadas em normas técnicas e estudos sobre o comportamento das descargas atmosféricas.

Prevenção vai além da infraestrutura

Embora sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) sejam fundamentais para edificações, a segurança em eventos e atividades externas também depende de gestão de risco, tomada de decisão e informação correta.

A conscientização sobre os perigos dos raios é uma das formas mais eficazes de evitar acidentes, reduzir danos e preservar vidas.

Conclusão

As tempestades elétricas fazem parte da realidade climática brasileira, especialmente no verão. Ignorar seus riscos ou subestimá-los pode ter consequências graves.

Segurança elétrica não é apenas uma exigência normativa: é uma responsabilidade coletiva que envolve planejamento, prevenção e respeito aos limites impostos pela natureza.

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